sexta-feira, 16 de março de 2007

Wolfgang´s Vault processando gravadoras

Um site com gravações de shows famosos está contra-atacando o processo de copyright de algumas das mais notáveis bandas de rock, que trazem junto duas grandes gravadoras na batalha.

Em dezembro, LED ZEPPELIN, GRATEFUL DEAD, SANTANA e THE DOORS processaram o Wolfgang’s Vault - www.wolfgangsvault.com - alegando que o site, de propriedade de Bill Sagan, viola os direitos de propriedade intelectual vendendo merchandising e disponibilizando shows por streaming que pertenceriam aos músicos.

Em resposta, o advogado do Wolfgang’s Vault, Michael Elkin, recentemente elaborou um documento de 40 páginas contra os músicos e suas gravadoras, a BMG e a Warner Music Group.

“Muito longe de ser sobre conteúdo não autorizado, enganação ao consumidor ou qualquer tipo de desrespeito à lei, esse caso é na verdade uma tentativa óbvia de duas das maiores gravadores do mundo – usando os artistas como artifício – para restringir possíveis tentativas futuras de disponibilizar conteúdo por 'streaming' e destruir um negócio legítimo”, diz o documento.

O advogado também alega que as duas companhias tentaram negociar licenças para as gravações dos shows e, quando viram que não era possível, “conspiraram para inventar alegações legais fictícias a fim de se apropriar do uso das gravações musicais, através de um abuso do processo judicial.”

Os direitos e a propriedade das gravações são assuntos controversos no caso. Ainda não há data para julgamento. Nos anos sessenta o lendário promotor de shows Bill Graham foi responsável por várias apresentações no Fillmore West e Winterland em São Francisco e no Fillmore East em Nova Iorque, com grandes nomes do momento, incluindo BOB MARLEY, THE WHO, BOB DYLAN, JIMI HENDRIX, NEIL YOUNG, MILES DAVIS e outros.

Graham morreu em um acidente de helicóptero em 1991, e seu arquivo foi vendido para a SFX Entertainment, que foi vendida para o Clear Channel Entertainment em 2000. Sagan adquiriu o material do Clear Channel em 2003 e deu a seu site o nome do promotor original.

Em dezembro, os músicos, representados por Jeff Reeves, alegaram que os direitos de propriedade intelectual para o material não poderiam ser transferidos sem a permissão dos artistas. Além disso, também argumentaram que um estatuto federal contra material não-autorizado não permite a transmissão de material de shows sem o consentimento do artista.

Em resposta à ação, o Wolfgang's Vault nega a maioria das alegações e apresenta 28 pontos de defesa, incluindo falta de jurisdição, abandono e perda dos direitos de propriedade intelectual, uso inadequado de copyright e marcas, fraude, má fé, consentimento de licenças, estatuto de limitações e a inconstitucionalidade das alegações dos acusadores.

No contra-processo, a defesa afirma que a Sony BMG e a Warner se encontraram em diversas ocasiões no ano passado para recrutar artistas a fim de conspirar para “destruir e desmantelar” o negócio de arquivamento de shows de Bill Graham.

O Wolfgang's Vault espera que o julgamento aponte que o site adquiriu legalmente o material, e também aceite o seu processo por difamação, fraude, quebra de contrato, interferência e conspiração civil. As possíveis punições não foram especificadas. Representantes do site não foram encontrados para comentar sobre as respostas da sua defensoria.

Jason Bonham ainda gostaria de tocar no Led


Matéria da Associated Press relata: Aos 17 anos, Jason Bonham teve uma decisão a tomar. Ele amava motos e era bom o suficiente para se tornar piloto profissional, mas também tinha um legado sob sua responsabilidade.

Seu pai, John Bonham, o lendário baterista do LED ZEPPELIN, tinha morrido há poucos anos e Jason tinha crescido no meio da música. Antes dos 10 anos ele tinha aparecido em um clip da banda do pai, "The Song Remains The Same".

Bonham, agora com 41 anos, substituiu seu pai algumas vezes para reuniões esporádicas do Led. Ele se uniu ao guitarrista Jimmy Page para um álbum e uma turnê em 1987 e fez um show com outros membros do Zeppelin em Nova Iorque em 1988. Page, o vocalista Robert Plant e o baixista John Paul Jones fizeram um jam no seu casamento em 1990. E quando seu pai foi incluído no Rock and Roll Hall of Fame em 1995, Bonham foi o seu representante.

Mas como as vidas dos outros membros tomaram rumos distintos, Bonham disse que não há planos para mais reuniões. “Sempre surgem conversas sobre isto, mas não há planos, que eu saiba”, ele disse.

Se a banda alguma vez se reunir de novo, Bonham quer estar lá. “Seria uma honra muito grande, e o encerramento [de minha carreira]" comentou, ressaltando que da próxima vez iria tocar sóbrio. “Apesar de ter feito tudo certo da última vez, eu adoraria a chance de dar 110 por cento, nem que fosse só mais uma vez.”

Leia o artigo em inglês na íntegra no iht.com.

Elements (Anthology 1968-2005) - Ken Hensley


Reconhecidamente a principal força-motriz da banda inglesa Uriah Heep nos seus anos de glória, o tecladista, guitarrista, vocalista, compositor e letrista Ken Hensley sempre foi uma máquina de música, compondo incessantemente e lançando farto material com todas as bandas das quais participou, além de sua fértil carreira solo. Esta coletânea dupla lançada pela Sanctuary tem o grande mérito de cobrir com sucesso boa parte desse material, nos dando uma boa perspectiva sobre o quão talentoso Hensley sempre foi e ainda é.

O primeiro grupo do qual Ken Hensley participou e que teve algum renome no sensacional celeiro inglês da segunda metade dos anos 60, foi o The Gods. Hensley era não apenas o vocalista e tecladista da banda, como também seu líder e principal compositor. A primeira formação, de 1965, incluía, além de Hensley, o guitarrista Mick Taylor (que mais tarde faria parte do John Mayall’s Bluesbreakers e do Rolling Stones), e os irmãos Brian Glasscock (bateria) e John Glasscock (baixo, mas tarde do Jethro Tull e do Chicken Shack). Em determinado momento, entrou ninguém menos que Greg Lake (mais tarde baixista/guitarrista e vocalista do King Crimson e do Emerson Lake & Palmer). Brian deixou a banda, sendo substituído por Lee Kerslake, e John Glasscock saiu e eventualmente retornou. Com essa formação, chegaram a gravar um single, mas Taylor acabou também saindo por convite de John Mayall. Quem entrou foi Joe Konas, e com a lineup finalmente estabilizada gravaram 2 discos: “Genesis” e “To Samuel A Son”. Do primeiro, está aqui incluída a música “Looking Glass”, que mostra muitos dos ingredientes que fariam parte depois do repertório do próprio Uriah Heep: o uso intenso do órgão Hammond B3 e caixas rotativas Leslie, as harmonias vocais intrincadas, e os arranjos grandiosos (herdados em grande parte do Vanilla Fudge, influência assumida por Hensley).

Um projeto paralelo foi imaginado pelo produtor David Paramor, chamado Head Machine, e apenas um disco lançado: “Orgasm” (onde todas as faixas versavam sobre o mesmo tema, sexo). Desse disco, está incluída a faixa de abertura, “Climax - You Tried To Take It All”, bastante longa para os padrões da época, com vários climas diferentes. A cena era, porém, efervescente e as coisas não paravam de acontecer. Com Hensley assumindo a guitarra e Konas o baixo (mais Kerslake na batera), o The Gods se transformaria eventualmente na banda Toe Fat, de apoio ao vocalista Cliff Bennett, ex-Rebel Rousers. Apenas uma música do disco (homônimo) foi cantada por Hensley (“The Wherefors And The Whys”), mas a opção para inclusão aqui foi “Working Nights” (cantada por Bennett, como todas as demais), certamente por ter feito parte na época do single de promoção do LP. Não demorou muito para Hensley deixar o Toe Fat e se juntar à banda Spice, um quarteto que incluía Mick Box (guitarra), David Byron (vocal), Nigel “Ollie” Ollsson (bateria) e Paul Newton (baixo), e que com sua entrada passou a se chamar Uriah Heep. Nascia então, em dezembro de 1969, um dos ícones do hard rock inglês.

Ken Hensley compôs 90% do material clássico do Heep em sua época de maior sucesso, ou seja, entre 1970 e 1980, quando deixou o grupo. No Heep, Ken tocava principalmente teclados, e seus duelos com Mick Box ao vivo eram lendários. Estão incluídas nessa coletânea faixas dos mais variados estilos, demonstrando toda a versatilidade de Hensley como compositor e letrista de mão cheia, e do próprio Uriah Heep como veículo ideal para colocar em forma de música todas as idéias de Ken. Embora David Byron fosse responsável pelo vocal principal em quase todas as músicas, com Hensley fazendo as harmonias vocais de fundo, é possível se ouvir algumas exceções aqui: “Lady In Black” e “Look At Yourself”, ambas com Hensley no vocal principal. Além disso, em “Tears In My Eyes”, por exemplo, é possível se ouvir as guitarras de Box e Hensley juntas. Tudo isso conferia um grande ecletismo à banda. Por fim, estão ainda incluídas faixas do período no qual o vocalista John Lawton (ex-Lucifer’s Friend) substituiu Byron.

O segundo CD dessa coletânea inclui basicamente uma seleção de faixas dos discos solo de Ken Hensley. O material composto por ele era tanto, e de tamanha qualidade, que em paralelo ao Uriah Heep ele lançou dois excelentes discos solo: “Proud Words On A Dusty Shelf” (1973) e “Eager To Please” (1975). A qualidade das músicas é impressionante, e todas elas poderiam facilmente ter sido incluídas em quaisquer discos do próprio Heep. É impressionante verificar que “Proud Words” foi lançado logo após os clássicos álbuns “Demons And Wizards” e “The Magician’s Birthday”, e logo antes de “Sweet Freedom” e “Wonderworld”. Já “Eager To Please” veio ao mundo à época de discos como “Return To Fantasy” e “High And Mighty”. Logo, foram selecionadas 11 músicas dos 2 álbuns para fazerem parte desse lançamento. Nelas, Hensley faz os vocais principais, e toca todos os teclados e guitarras. Quer dizer, com exceção de “In The Morning”, cover para uma música do Tempest e colaboração do baixista Mark Clarke (ex-Colosseum, Tempest e Uriah Heep), na qual o próprio Mark canta (uma curiosidade: Mark é também quem canta na parte central do clássico “The Wizard”, do Heep, além de tocar baixo).

O terceiro disco solo de Hensley, “Free Spirit” (1980), foi lançado logo após sua saída do Heep. Embora haja boas músicas, como “When”, “Brown Eyed Boy” e “No More” (essa incluída aqui), esse disco mostrou que Ken não passava por um bom momento pessoal, e a gravação sofreu com isso, sendo que esse trabalho não está nem aos pés dos anteriores. Com a mudança de Ken para os EUA, uma mudança inesperada em sua carreira ocorreu: entrou para o grupo de southern rock Blackfoot, que buscava uma mudança de som com a adição de um tecladista. Com eles, Hensley gravou os bons álbuns “Siogo” (melhor) e “Vertical Smiles” (não tão bom), sendo aqui incluída a música “Send Me An Angel”, composta por Ken.

Entre 1985 e 1999, Ken passou por um período de semi-aposentadoria como músico, tendo participado de projetos esporádicos, tocando em discos do WASP, Cinderella, entre outros menos cotados. Em 1999, porém, começou lentamente a esboçar um retorno às atividades que seus ainda numerosos fãs aguardavam esperançosos. Gravou primeiramente o CD “A Glimpse Of Glory” (1999), eclético, mas ainda não resgatando todo o potencial de seus discos mais antigos. Em “Running Blind” (2001), as coisas começaram a melhorar, talvez até pelo fato de Ken ter retornado à Inglaterra. Entre 2000 e 2001, participou do projeto “Hensley Lawton Band”, que contava também com o vocalista John Lawton, e que lançou um CD ao vivo chamado “The Return”. Deste, está incluída a bela balada “I Close My Eyes”, dedicada à atual esposa de Ken, a espanhola Monica. Com ela, por sinal, Hensley se mudou em 2002 para Alicante, na Espanha, onde vive hoje em dia e onde instalou um moderno estúdio de gravação. Entre 2001 e 2002 rodou pela Europa com o grupo Free Spirit, que infelizmente não deixou registro gravado (fora os indefectíveis bootlegs, é claro). O Free Spirit contava com o ótimo guitarrista Dave Kilminster, que fez parte também da Keith Emerson Band e que está hoje na banda de Roger Waters (ou seja, deverá vir tocar no Brasil no próximo ano, se a turnê de Waters for confirmada).

Em seu estúdio em Alicante, Ken gravou alguns de seus mais recentes CDs de estúdio: “The Last Dance” (2003) e Cold Autumn Sunday (2005). Do primeiro foi incluída a sensacional suíte “The Last Dance”, no melhor estilo Uriah Heep, com vários climas, corais, solos chorosos de slide guitar, e um final arrebatador. Do segundo, foi incluída aqui a faixa “Romance”, também muito boa e mostrando que Hensley tem muito ainda a oferecer. Entre os 2 discos, foi gravado na Rússia e lançado pela Sony de lá o CD ”The Wizard’s Diary”, contendo versões para várias músicas do Uriah Heep compostas por Ken. E, agora, Ken está gravando seu mais novo disco de estúdio, “Blood On The Highway”, que irá contar com várias participações bastante especiais nos vocais, com lançamento previsto para 2007.

Conclusão final: trata-se de uma excelente compilação da carreira de Hensley entre 1968 e 2005, com poucas falhas (e só por isso não leva nota 10). A maior delas foi a não inclusão de pelo menos uma faixa do excelente projeto Weed, cujo disco foi originalmente lançado em 1971, quando Hensley já era do Heep (entre os discos “Salisbury” e “Look At Yourself”). Um erro grosseiro também faz parte do tracklisting original, que lista a música “The Last Dance” como sendo “The Return”, provavelmente um equívoco motivado por uma alteração de última hora na escolha das músicas. O encarte é muito bem feito, incluindo entrevista com o próprio Ken Hensley, que comenta a escolha de músicas, faixa a faixa. Não há nada aqui de verdadeiramente inédito (apesar do trabalho de remasterização sonora ser primoroso), mas mesmo assim é um lançamento altamente recomendável!

CD 1 (The Early years and Uriah Heep days)

The Gods (1968)
1. Looking Glass

Head Machine (1970)
2. Climax - You Tried To Take It All

Toe Fat (1970)
3. Working Nights

Uriah Heep (1970 – 1979)
4. The Park
5. Lady In Black
6. Look At Yourself
7. Tears In My Eyes
8. The Wizard
9. Rainbow Demon
10. Sunrise
11. Blind Eye
12. If I Had The Time
13. The Easy Road
14. A Year Or A Day
15. Can’t Keep A Good Band Down
16. Wise Man
17. Free Me
18. Falling In Love

CD 2 (solo material and Blackfoot)

Ken Hensley (1973 – 1980)
1. When Evening Comes
2. From Time To Time
3. Rain
4. Proud Words
5. Fortune
6. Cold Autumn Sunday
7. Eager To Please
8. Secret
9. Through The Eyes Of A Child
10. In The Morning
11. How Shall I Know
12. The System
13. No More
14. New Routine

Blackfoot (1983)
15. Send Me An Angel

Ken Hensley (2000 - 2005)
16. The Last Dance
17. I Close My Eyes (Live)
18. Romance

Site: http://www.ken-hensley.com

Glenn Hughes em novo disco de Ken Hensley


GLENN HUGHES participará do novo trabalho de Ken Hensley (URIAH HEEP), intitulado "Blood On The Highway", com lançamento previsto para fevereiro do próximo ano.

De acordo com Ken, Glenn estará presente em duas canções do disco, que deve trazer mais convidados especiais.

Ken Hensley lança novo CD com show especial




O novo CD do tecladista, guitarrista e vocalista Ken Hensley (ex-URIAH HEEP e BLACKFOOT), "Blood On The Highway", será lançado oficialmente na Europa pela Membran International no dia 25/5.

Um pouco antes, no dia 22/5, haverá um show especial no Fabrik, em Hamburgo, Alemanha, de lançamento do disco, que será tocado por completo. Estarão neste concerto, além de Ken Hensley e sua banda, todos os vocalistas que gravaram participações especiais no disco: Glenn Hughes, Jorn Lande, John Lawton, e Eve Gallagher. Este show será filmado para posterior lançamento de DVD.

Estão ainda programados para lançamento este ano a autobiografia de Ken Hensley, "When Too Many Dreams Come True", e mais um DVD ao vivo chamado "Live Fire", gravado em 2005 por Hensley e sua Viking All-Stars Band, que inclui entre outros o baixista Morty Black, ex-TNT.

Lee Kerslake está fora do Uriah Heep



Foi anunciada hoje a saída do baterista Lee Kerslake do URIAH HEEP, por motivos de saúde. Mais detalhes podem ser encontrados no anúncio oficial, escrito pelo guitarrista Mick Box e postado no site oficial do grupo: www.uriah-heep.com.

A banda já está procurando por um substituto, e tem na realidade uma série de indicações feitas pelo seu novo produtor, Mike Paxman, e por outras pessoas. O novo baterista deverá, assim como Lee, fazer backing vocals, logo não será uma tarefa das mais simples.

Kerslake entrou para o URIAH HEEP em 1972 e só esteve fora num período entre 1980 e 1982, quando se juntou à banda de OZZY OSBOURNE. Seus problemas de saúde não são a princípio sérios, e em grande parte são induzidos por peso excessivo e vida desregrada, coisas que ele pretende alterar a partir de agora. Uma agenda cheia como a do Heep não permitiria isso, logo a decisão (amigável) de sua separação do grupo a partir desse momento foi tomada em conjunto.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Vocalista do Coldplay se irrita com perguntas de jornalistas em SP



JOSÉ NORBERTO FLESCH

Gwyneth Paltrow, 34, deve sofrer. Chris Martin, marido da atriz, o vocalista da banda Coldplay, não é realmente uma pessoa das mais simpáticas. Pelo menos foi o que mostrou durante pouco mais de 20 minutos, nesta quarta-feira à tarde, durante uma entrevista à imprensa realizada em um hotel de São Paulo. O grupo está em São Paulo para três shows.

"Qual é sua posição sexual preferida?" foi a resposta que o músico deu a uma jornalista que queria saber se ele algum dia pensou em gravar um dueto com Gwyneth. Martin já havia tomado a mesma atitude antes, durante a entrevista, com outro jornalista, por conta da menção do nome de sua mulher. Chris aproveitou o clima "hostil" criado por ele mesmo para encerrar a coletiva, minutos depois.
De útil, o líder Coldplay mencionou as canções que estarão no próximo disco da banda. "Hoje, uma música tem que ser boa para virar um ringtone. É isso o que interessa (para o mercado)", disse.

Ele repetiu o discurso que fez na Argentina para justificar a não inclusão de inéditas nos três shows que o quarteto faz em São Paulo nesta semana. "As músicas novas não estão prontas, e não queríamos vê-las na internet no dia seguinte."

Martin definiu como "desafiador" o CD sucessor de "X&Y", o terceiro de estúdio da carreira do grupo. "Quando você chega ao quarto disco, já pode experimentar um pouco", falou. "Várias bandas definiram sua história no rock após três discos", continuou, defendendo-se das críticas que o Coldplay tem recebido da imprensa musical. Há quem diga que a banda não se arrisca para garantir o sucesso.

Sobre o esgotamento de ingressos rapidamente, A banda diz não ter imaginado que seria um problema tão grande conseguir ingressos para ver os shows em São Paulo. Coube ao baixista Guy Berryman pedir desculpas aos fãs sobre a decisão de fazer apresentações para poucas pessoas. "Na próxima vez que viermos, vamos tocar nos maiores lugares possíveis."

A última das três apresentações do Coldplay em São Paulo acontece hoje, no Via Funchal. Não há mais ingressos.
Líder do Coldplay, Chris Martin, que veio ao Brasil para três shows no Via Funchal.